| Edição: 1ª |
| Publicação: 6 de agosto de 2019 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 136 |
| Peso: 0.17 kg |
| Dimensões: 20.4 x 13.4 x 0.6 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8535932488 |
| ISBN-13: 9788535932485 |
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Comprar Livro"Esse ofício do verso" não é uma obra ficcional de Jorge Luis Borges, mas sim a transcrição de seis palestras proferidas por ele na Universidade de Harvard entre 1967 e 1968, um período de maturidade em sua carreira e vida, já acometido pela cegueira total.
O livro é um testemunho inédito da erudição, da clareza e da humildade do autor argentino ao dissecar os enigmas da literatura.
As seis palestras compõem uma verdadeira "aula magna" sobre o fazer poético, mas sem o formalismo seco da teoria acadêmica. Borges usa seu vasto conhecimento literário – que vai de Homero a James Joyce – para abordar temas complexos com uma simplicidade acessível:
A Natureza da Poesia (O Enigma da Poesia): Borges defende que a poesia não é algo alheio, mas uma experiência que está "à espreita" e pode "saltar sobre nós a qualquer instante". Ele insiste que o prazer do poema reside no contato apaixonado entre o texto e o leitor, e que o livro é apenas um "conjunto de símbolos mortos" que o leitor tem o poder de ressuscitar.
Críticas Contundentes: O autor não hesita em proferir argumentos fortes, como a "morte anunciada do romance" em favor da poesia e do conto, e a crítica aos equívocos da história literária em focar excessivamente na cronologia em vez da experiência estética.
O Credo Poético: No capítulo final, Borges oferece seu "credo pessoal", uma destilação de suas crenças sobre o ofício. Ele discute a metáfora não como uma figura de linguagem ornamental, mas como um elemento intrínseco à linguagem humana e à experiência, repetindo a ideia de que "o universo é uma metáfora".
A Fome do Épico: Borges expressa a "fome e sede do épico" do homem moderno e sugere que a salvação da literatura pode estar em reunir o ato de "contar um conto" com o de "cantar um poema".
A Perspectiva Crítica: Leveza e Profundidade
Críticos e leitores destacam a leveza e a elegância do tom de Borges. O livro é menos uma tese e mais uma conversa íntima e didática com o mestre. A aparente simplicidade de sua comunicação é, na verdade, um recurso engenhoso para introduzir ideias profundas e eruditas.
É um livro altamente recomendado para quem deseja entender como Borges pensava sobre a literatura, e para qualquer pessoa que busca uma introdução aos prazeres da leitura e do artesanato da escrita, através das lentes de um dos maiores leitores e escritores do século XX.