| Edição: 1ª |
| Publicação: 25 de março de 2024 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 160 |
| Peso: 0.21 kg |
| Dimensões: 14 x 0.9 x 21 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 8535936963 |
| ISBN-13: 9788535936964 |
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Comprar LivroEm Passeio com o gigante, Michel Laub apresenta Davi Rieseman, um advogado judeu, ideólogo sionista e financiador da extrema-direita, que sobe a um palco para proferir um discurso. A partir desse momento, o romance se desdobra em fragmentos que misturam passado e presente, memória e delírio, revelando a trajetória de um homem marcado por ambição, ressentimento e contradições. Enquanto caminha por um hospital, Davi é confrontado por vozes que o fazem revisitar sua relação com o sogro, a mãe, a esposa e a filha — e com os dilemas políticos e éticos que atravessam a comunidade judaica no Brasil e no mundo.
🖋️Passeio com o gigante é um romance ousado e incômodo, que mergulha nas tensões entre identidade, poder e memória. Michel Laub constrói um protagonista amoral, cuja visão de mundo é filtrada por preconceitos, pragmatismo cínico e uma busca por controle. A narrativa é fragmentária, marcada por saltos temporais e múltiplas vozes, criando um mosaico de discursos que se chocam e se complementam.
Laub retoma temas centrais de sua obra — como o legado do Holocausto, o papel da memória e os conflitos familiares — mas os insere em um contexto pós-pandêmico, onde o extremismo político, o antissemitismo e a polarização ganham força. O romance contrapõe a tradição judaica da dúvida e da introspecção à ascensão de convicções militaristas e religiosas, revelando a divisão interna da comunidade.
O enredo é construído com base em:
🧠 Fluxo de consciência e fragmentação narrativa
🗣️ Discursos ideológicos que revelam contradições internas e sociais
👩👧👦 Relações familiares marcadas por tensão, silêncio e ressentimento
🕍 Reflexões sobre identidade judaica, religião, poder e pertencimento
🧨 Crítica ao extremismo político e à ascensão de discursos autoritários no Brasil pós-pandemia
A escrita é irônica, precisa e provocadora. Laub transforma discursos odiosos em personagens complexos, sem cair na caricatura. O resultado é uma obra que incomoda, instiga e obriga o leitor a refletir sobre os limites da empatia, da responsabilidade e da representação.