| Edição: 1ª |
| Publicação: 02 de dezembro de 2024 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 112 |
| Peso: 0.13 kg |
| Dimensões: 12.5 x 1 x 18 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 8535938842 |
| ISBN-13: 9788535938845 |
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Comprar LivroPublicado em dezembro de 2024 pela Companhia das Letras, O Cristo cigano e Geografia reúne dois dos mais expressivos livros da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen: O Cristo cigano (1961) e Geografia (1967). Esta edição de bolso celebra a força lírica e ética de uma autora que soube conjugar como poucas a observação da natureza com a dimensão humana, espiritual e política da existência.
O Cristo cigano é uma obra marcada pela influência da poesia de João Cabral de Melo Neto, com versos enxutos, concretos e de forte carga simbólica. O título evoca uma figura marginal e sagrada, um Cristo errante, que carrega em si a dor dos excluídos e a beleza dos que resistem. É uma poesia que fala da injustiça, da solidão e da transcendência, com imagens poderosas e ritmo contido.
Geografia, por sua vez, é uma cartografia afetiva e existencial. Sophia revisita cenas da infância, o contato com a Grécia — país que exerceu fascínio duradouro em sua obra — e homenageia poetas como Manuel Bandeira. Os poemas caminham entre paisagens externas e interiores, revelando como o espaço físico se entrelaça com a memória, o tempo e a identidade.
Linguagem lapidar e direta, sem ornamentos excessivos, mas profundamente lírica.
Temas recorrentes como o mar, a infância, a justiça, o exílio, a espiritualidade e a natureza.
Fusão entre o concreto e o metafísico, onde paisagens reais se tornam símbolos de estados da alma.
Compromisso ético, com uma poesia que não se furta a denunciar o sofrimento humano e a celebrar a dignidade.
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919–2004) é uma das maiores vozes da poesia portuguesa do século XX. Vencedora do Prêmio Camões em 1999 e do Prêmio Reina Sofía em 2004, sua obra atravessa fronteiras e gerações. Esta edição reafirma sua relevância no Brasil, onde sua poesia dialoga com autores como Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade e o próprio João Cabral.