| Edição: 1ª |
| Publicação: 28 de julho de 2025 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 240 |
| Peso: 0.320 kg |
| Dimensões: 16 x 1.5 x 23 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8542236904 |
| ISBN-13: 9788542236903 |
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Comprar LivroEmiliano Unzer, historiador de vasto fôlego e notável capacidade de síntese, empreende nesta obra uma análise monumental que atravessa milênios para decifrar a identidade de um povo forjado entre a adversidade e a resiliência. O título evoca o mito de Dangun, a união do celestial com o telúrico, servindo de metáfora para a própria trajetória coreana: uma nação que, embora constantemente pressionada por potências hegemônicas, logrou manter uma essência cultural singular. Com uma linguagem culta e rigorosa, Unzer evita o determinismo histórico, preferindo explorar as nuances das dinastias, as transformações sociais e as feridas coloniais como elementos de um mosaico complexo que culmina na modernidade vibrante e paradoxal do século XXI.
O autor dedica-se com minúcia à estruturação dos três reinos e à subsequente unificação, destacando como o confucionismo moldou não apenas a governança, mas a própria alma coletiva da Coreia. A prosa de Unzer percorre os corredores dos palácios e os campos de batalha, oferecendo considerações detalhadas sobre a resistência contra as invasões mongóis e japonesas, além de analisar o longo período de isolacionismo que rendeu ao país o epíteto de "Reino Eremita". O texto ganha uma densidade emocional e analítica ao abordar o século XX, dissecando a ocupação japonesa, a trágica Guerra da Coreia e a subsequente divisão que, até hoje, permanece como uma cicatriz aberta na geopolítica mundial, separando um sul hipertecnológico de um norte hermético.
Unzer analisa com acuidade o fenômeno do "Milagre do Rio Han", demonstrando como a Coreia do Sul transmutou-se de uma sociedade agrária devastada em uma potência industrial e tecnológica. Ele explora como essa ascensão econômica foi acompanhada por uma explosão cultural — a onda Hallyu — que projetou a Coreia no imaginário global, transformando o consumo de sua arte, música e tecnologia em uma nova forma de diplomacia e influência.
Ao concluir esta vasta crônica, Emiliano Unzer reafirma que a história da Coreia é um testemunho da capacidade de reinvenção humana. Suas considerações finais enfatizam que, apesar das divisões ideológicas e das pressões externas, existe uma continuidade profunda que une o passado mítico de Dangun ao presente cosmopolita de Seul. A obra funciona como uma bússola para o leitor que deseja compreender as raízes do dinamismo coreano, oferecendo uma visão que equilibra o rigor acadêmico com uma narrativa envolvente e sensível. É, em última análise, um tributo a um povo que, filho do céu e da terra, aprendeu a navegar as tormentas da história sem perder sua bússola interior.