| Edição: 1ª |
| Publicação: 31 de outubro de 2019 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 160 |
| Dimensões: 20.8 x 13.8 x 1 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8552100916 |
| ISBN-13: 9788552100911 |
Leve este livro para casa hoje
Este artigo contém links afiliados. Como associado(s)
da Amazon, ganhamos comissões pelas compras qualificadas.
VER PREÇO NA AMAZON
As Meditações de Marco Aurélio, apresentadas pela editora Edipro, constituem um dos documentos mais singulares da história do pensamento ocidental: um diário íntimo de um homem que detinha o poder absoluto sobre o mundo conhecido, mas que buscava, na austeridade do estoicismo, o domínio absoluto sobre si mesmo. Escritas em tendas de campanha durante as guerras nas fronteiras do Império Romano, estas reflexões não foram destinadas à publicação, o que lhes confere um tom de sinceridade brutal e melancolia transcendente. O imperador-filósofo dialoga com a própria alma, exortando-se à prática da virtude, à aceitação da transitoriedade e ao cumprimento do dever social como parte de um organismo universal.
O estilo de Marco Aurélio é fragmentário, urgente e profundamente honesto. Ao contrário do tom pedagógico e diretivo de Epicteto, as Meditações possuem um caráter meditativo e, por vezes, poético. A linguagem é imbuída de uma sobriedade que não evita o reconhecimento da dor ou da futilidade da glória mundana. A edição da Edipro captura a essência desse latim espiritualizado (originalmente escrito em grego koiné), preservando as repetições deliberadas que o autor utilizava como mantras para ancorar sua razão em meio ao caos da política e da guerra.
O cerne do pensamento de Marco Aurélio reside na ideia de que o indivíduo é um cidadão da Cosmópolis, a cidade universal regida pela Razão Divina (Logos). Para ele, nada do que acontece de acordo com a natureza pode ser considerado um mal. O imperador dedica extensas passagens à contemplação da morte e do tempo, vendo a existência humana como um ponto ínfimo na eternidade e a fama como um sopro de vento. Essa consciência da finitude não o conduz ao niilismo, mas a um senso de urgência ética: deve-se agir com justiça, benevolência e verdade no momento presente, pois o amanhã é uma incerteza e o ontem já não nos pertence.
A obra explora exaustivamente a “Cidadela Interior”, o espaço inviolável da mente onde o homem pode encontrar refúgio e paz, independentemente das circunstâncias externas. Marco Aurélio ensina a transformar obstáculos em combustível para a ação virtuosa, pregando que o que impede o caminho torna-se o caminho. Suas reflexões sobre a interconexão de todos os seres e a necessidade de perdoar os ignorantes e os agressores — visto que estes agem por desconhecimento do bem — elevam o estoicismo a um patamar de humanidade e compaixão raramente visto na filosofia antiga.
Conteúdo patrocinado: link de afiliado Amazon