| Edição: 1ª |
| Publicação: 28 de fevereiro de 2023 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 368 |
| Peso: 0.48 kg |
| Dimensões: 16 x 1.8 x 23 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8554126939 |
| ISBN-13: 9788554126933 |
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Comprar LivroO livro "As cruzadas vistas pelos árabes" (Les Croisades vues par les Arabes), do escritor e jornalista franco-libanês Amin Maalouf, publicada em 1983, se distingue por inverter a perspectiva histórica tradicional, narrando a história das Cruzadas (1095–1291) exclusivamente a partir das crônicas, cartas e depoimentos de historiadores e testemunhas árabes e muçulmanas da época.
O objetivo de Maalouf é resgatar a experiência árabe, que via as Cruzadas não como uma aventura religiosa heroica, mas como uma invasão bárbara, inesperada e destrutiva.
A "invasão Franca": Os muçulmanos referiam-se aos cruzados como os "Franj" (Francos), e a invasão era inicialmente percebida como mais uma turbulência geopolítica na região, já fragmentada por conflitos internos entre emirados e califados.
O despertar muçulmano: A narrativa de Maalouf mostra como a primeira Cruzada (1096–1099) e a subsequente queda de Jerusalém (1099) chocaram o mundo muçulmano, levando a um lento, mas determinado, movimento de unificação e jihad (guerra santa defensiva) contra os invasores.
Grandes figuras árabes: O livro oferece um retrato vívido de líderes muçulmanos cruciais, destacando figuras como Nur ad-Din e, principalmente, Saladino (Salah ad-Din Yusuf ibn Ayyub), que conseguiu unificar o Egito e a Síria e retomar Jerusalém em 1187.
Consequências duradouras: Maalouf conclui que a violência e a brutalidade das Cruzadas deixaram um trauma duradouro no inconsciente coletivo árabe e que esse período é fundamental para entender as tensões e o ressentimento que persistem entre o Ocidente e o Oriente Médio.