| Edição: 1ª |
| Publicação: 02 de agosto de 2018 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 384 |
| Peso: 0.69 kg |
| Dimensões: 22.8 x 16 x 2.2 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 8556510728 |
| ISBN-13: 9788556510723 |
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Em Celular, Stephen King imagina um mundo onde a tecnologia se torna o gatilho para o fim da civilização. Um misterioso sinal, transmitido por celulares, transforma milhões de pessoas em criaturas violentas e irracionais — os chamados “fonoides”. No epicentro do caos está Clayton Riddell, um artista gráfico que, ao escapar do surto inicial em Boston, embarca em uma jornada desesperada para encontrar seu filho. À medida que os sobreviventes se unem e enfrentam os horrores do novo mundo, descobrem que os fonoides estão evoluindo — e que o verdadeiro terror pode estar apenas começando.
Celular é uma das incursões mais sombrias de Stephen King no território do apocalipse tecnológico. Publicado originalmente em 2006, o romance se destaca por sua abordagem direta e visceral: já nas primeiras páginas, o mundo mergulha em caos absoluto. King abandona a construção lenta e gradual do terror — marca registrada de obras como It ou O Iluminado — para lançar o leitor em uma carnificina urbana imediata, evocando o estilo dos filmes de George A. Romero, a quem o livro é dedicado.
A narrativa acompanha Clay Riddell, um protagonista que representa o homem comum diante do colapso. Sua busca pelo filho é o fio emocional que sustenta a trama, enquanto o mundo ao redor se desfaz em violência e desespero. Os “fonoides”, vítimas do sinal transmitido pelos celulares, funcionam como uma metáfora poderosa: são zumbis digitais, reflexo de uma sociedade hiperconectada e vulnerável ao controle em massa. King constrói uma crítica mordaz ao uso indiscriminado da tecnologia, sugerindo que nossa dependência pode ser a chave para nossa ruína.
O romance se divide em dois momentos distintos: o primeiro, marcado pela sobrevivência crua e instintiva; o segundo, mais psicológico, revela a evolução dos fonoides e a inquietante possibilidade de uma nova ordem. A escrita é ágil, com diálogos afiados e cenas de ação intensas. Embora não seja considerado um dos maiores clássicos do autor, Celular é uma obra relevante e provocadora, que combina horror, crítica social e uma reflexão amarga sobre o futuro da humanidade.
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