| Edição: 2ª |
| Publicação: 11 de agosto de 2025 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 312 |
| Dimensões: 15.7 x 1.7 x 23 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 8556512321 |
| ISBN-13: 9788556512321 |
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Comprar Livro📘 O Concorrente, de Richard Bachman (Stephen King)
Publicado originalmente em 1982 sob o pseudônimo Richard Bachman, O Concorrente é um romance distópico e brutal que se passa em 2025, num futuro onde a televisão é obrigatória por lei e os reality shows são a principal forma de entretenimento — e controle social. O protagonista, Ben Richards, é um homem desempregado e desesperado para conseguir dinheiro para tratar a filha doente. A única saída é participar de O Foragido, um jogo mortal transmitido ao vivo, onde ele deve fugir por 30 dias enquanto é caçado por assassinos profissionais. Cada passo é filmado, cada delator é premiado e cada erro pode ser fatal.
A população, anestesiada pela violência televisiva, consome o espetáculo como se fosse esporte — indiferente à dor real por trás das câmeras. Richards se torna um símbolo involuntário de resistência, enfrentando não apenas os caçadores, mas um sistema que transforma sofrimento em lucro e reduz vidas humanas a estatísticas de audiência. À medida que a perseguição se intensifica, o romance revela uma crítica feroz à desumanização institucional, à manipulação da verdade e à perversidade do entretenimento como ferramenta de opressão.
O Concorrente é uma crítica feroz à sociedade do espetáculo, escrita com ritmo alucinante e uma visão profética que antecipa temas como vigilância, manipulação midiática e alienação coletiva. Stephen King, sob o alter-ego Bachman, abandona o sobrenatural e mergulha num realismo distópico cru e incômodo, onde o entretenimento é construído sobre a dor alheia.
Ben Richards não é um herói clássico. Ele é um homem comum, empurrado ao limite por um sistema que transforma sofrimento em audiência. Sua jornada — que atravessa cidades, florestas e ruínas industriais — é tanto física quanto simbólica: uma corrida contra a desumanização, contra um governo que controla tudo, inclusive a verdade.
A escrita de Bachman é mais seca, direta e sombria que a de King. Não há espaço para esperança fácil ou redenção milagrosa. O mundo é sujo, desigual e cruel — e o jogo é apenas um reflexo disso. A crítica social é afiada: o livro mostra uma população anestesiada, que consome violência como diversão e aceita a miséria como inevitável.