| Edição: 1ª |
| Publicação: 16 de abril de 2009 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 304 |
| Peso: 0.42 kg |
| Dimensões: 22.35 x 16 x 1.78 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 8560280383 |
| ISBN-13: 9788560280384 |
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Durante os turbulentos anos 1970 nos Estados Unidos, Barton George Dawes vê sua vida desmoronar. Após perder o filho para um tumor cerebral, seu casamento entra em colapso e ele se apega obsessivamente à casa onde vive — último refúgio de suas memórias. Quando descobre que o imóvel será demolido para dar lugar a uma nova autoestrada, Bart se recusa a ceder. Em meio à dor e à revolta, inicia uma jornada de sabotagem e destruição, transformando-se de cidadão comum em uma ameaça imprevisível. A Autoestrada é um mergulho sombrio na mente de um homem em ruínas, que luta contra o progresso e contra si.
Publicado originalmente em 1981, A Autoestrada é uma das obras mais cruas e viscerais de Stephen King, escrita sob o alter ego Richard Bachman — uma persona literária que lhe permitia explorar narrativas mais sombrias e desiludidas. O romance se afasta do sobrenatural e mergulha no terror psicológico, expondo a lenta corrosão mental de Barton Dawes, um homem devastado pela perda e pela alienação.
Ambientado em um período de inquietação política e social — Guerra do Vietnã, governo Nixon — o livro reflete um país em crise, espelhado na deterioração emocional do protagonista. Bart não é um herói, tampouco um vilão clássico. Ele é um homem comum, esmagado por forças que não controla: o luto, o fracasso conjugal, e a imposição do progresso urbano. Sua recusa em abandonar a casa se transforma em obsessão, e King constrói essa espiral de insanidade com precisão cirúrgica.
A narrativa é lenta e meticulosa, exigindo paciência do leitor. Cada gesto de Bart, cada pensamento, cada explosão emocional é descrita com detalhes quase clínicos. Não há alívio, não há redenção — apenas o retrato de uma mente em colapso. O estilo Bachman é direto, sem concessões, e revela o lado mais sombrio da escrita de King: uma crítica feroz à desumanização provocada pelo avanço urbano e à fragilidade das estruturas emocionais humanas.
Autoestrada não é um livro de ação, mas de tensão psicológica. É uma obra que incomoda, que provoca, e que permanece na mente do leitor muito depois da última página. Um estudo sobre o limite entre resistência e loucura, e sobre o que acontece quando o mundo decide passar por cima de nós — literalmente.
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