| Edição: 1ª |
| Publicação: 21 de março de 2007 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 180 |
| Peso: 0.290 kg |
| Dimensões: 23.2 x 15 x 1.2 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8560281045 |
| ISBN-13: 9788560281046 |
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Comprar LivroPublicado em 1960, A trégua é o romance mais conhecido de Mario Benedetti, escritor uruguaio que se tornou referência na literatura latino-americana. A obra é narrada em forma de diário por Martín Santomé, um funcionário público de Montevidéu prestes a se aposentar. Sua vida, marcada pela rotina burocrática e pela monotonia, ganha novo sentido quando conhece Laura Avellaneda, jovem colega de trabalho. O relacionamento entre os dois se torna uma inesperada “trégua” na existência cinzenta de Santomé, revelando tanto a possibilidade de felicidade quanto a fragilidade da vida diante do acaso.
A trégua é um romance de delicadeza e profundidade, que se destaca pela forma intimista da narrativa. O diário de Santomé expõe não apenas fatos cotidianos, mas também reflexões sobre o tempo, a solidão, a família e o amor. Benedetti constrói um protagonista que, embora comum, se torna universal: um homem que descobre, já na maturidade, a possibilidade de viver intensamente.
O estilo é marcado pela simplicidade e pela clareza, mas também por uma ironia discreta e por uma melancolia que permeia cada página. A relação entre Santomé e Avellaneda não é idealizada: ela é retratada com realismo, como encontro de duas vidas que se cruzam em meio à banalidade do cotidiano. Essa autenticidade confere ao romance uma força emocional que continua a tocar leitores de diferentes gerações.
O desfecho da obra, inesperado e doloroso, reforça a ideia de que a felicidade é sempre provisória, uma trégua breve diante da dureza da existência. Benedetti, ao narrar essa história, não apenas emociona, mas também provoca reflexão sobre o sentido da vida, sobre o valor dos instantes e sobre a inevitabilidade da perda.
A trégua é considerado um clássico da literatura latino-americana, traduzido em diversas línguas e adaptado para cinema e teatro. Sua permanência se deve à capacidade de Benedetti de transformar o cotidiano em matéria literária, revelando a grandeza escondida nos pequenos gestos e nas vidas aparentemente comuns.