O homem cordial - Holanda, Sérgio Buarque de

E-book, capa-dura, brochura [Ver todos os formatos]

Edição:
Publicação: 10 de abril de 2012
Idioma: Português
Páginas: 112
Peso: 0.220 kg
Dimensões: 19.8 x 12.8 x 0.6 cm
Formato: Capa comum
ISBN-10: 8563560441
ISBN-13: 9788563560445

Leve este livro para casa hoje
Este artigo contém links afiliados. Como associado(s)
da Amazon, ganhamos comissões pelas compras qualificadas.

VER PREÇO NA AMAZON

O homem cordial - Sérgio Buarque de Holanda

A gênese do conceito

O ensaio O homem cordial, publicado originalmente em 1936 como parte de Raízes do Brasil, tornou-se uma das formulações mais célebres da sociologia e da crítica cultural brasileira. Sérgio Buarque de Holanda cunhou a expressão para caracterizar um traço fundamental da formação social do país: a prevalência das relações pessoais e afetivas sobre as normas impessoais e institucionais.

A cordialidade como ambiguidade

O termo “cordial” não deve ser entendido apenas como gentileza ou simpatia, mas como derivado de “coração”. O homem cordial é aquele que age movido por sentimentos, estabelecendo vínculos pessoais em todos os âmbitos da vida, inclusive na esfera pública. Essa característica, embora revele uma sociabilidade calorosa, também fragiliza a construção de instituições sólidas, pois tende a confundir o espaço privado com o público.

O estilo e a crítica social

A escrita de Sérgio Buarque é elegante e precisa, articulando história, sociologia e literatura em uma reflexão que permanece atual. O ensaio não se limita a descrever costumes: ele aponta para uma dificuldade estrutural da sociedade brasileira em consolidar práticas democráticas e impessoais. A cordialidade, nesse sentido, é vista como obstáculo à modernização política e à racionalidade institucional.

Considerações críticas

O homem cordial tornou-se um conceito-chave para compreender a cultura política brasileira, sendo retomado por diversos estudiosos ao longo do século XX. Sua força reside na capacidade de sintetizar, em uma imagem literária, uma contradição histórica: a coexistência de afetividade e autoritarismo, de calor humano e fragilidade institucional. É um texto que, mais de oitenta anos depois, continua a iluminar debates sobre cidadania, democracia e identidade nacional.

Compartilhar no WhatsApp

Conteúdo patrocinado: link de afiliado Amazon
Mais livros