Contos da cantuária - Chaucer, Geoffrey

Edição:
Publicação: 23 de outubro de 2013
Idioma: Português
Páginas: 680
Peso: 0.940 kg
Dimensões: 20 x 13 x 3.6 cm
Formato: Capa comum
ISBN-10: 8563560808
ISBN-13: 9788563560803

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Contos da Cantuária - Geoffrey Chaucer

O livro "Contos da Cantuária" (The Canterbury Tales no original em inglês) é uma obra fundamental da literatura inglesa. Geoffrey Chaucer (c. 1343–1400) é considerado o "Pai da Literatura Inglesa" por escrever a obra primária em inglês médio, em vez de francês ou latim, que eram as línguas literárias da época.

📜 Conteúdo e Estrutura

A obra foi escrita no final do século XIV (c. 1387-1400) e está incompleta, mas é um retrato social riquíssimo da Inglaterra medieval tardia.

1. A Estrutura da Peregrinação

A Premissa: Um grupo de cerca de trinta peregrinos de diversas classes sociais (exceto a realeza e os mendigos) se reúne na Taverna Tabard, em Southwark (Londres), para viajar ao santuário de Thomas Becket em Cantuária.

O Jogo: Para passar o tempo na viagem, o anfitrião da Taverna propõe um concurso: cada peregrino deverá contar dois contos no caminho de ida e dois no caminho de volta. O melhor contador de histórias ganharia uma refeição grátis.

A Incompletude: Se o plano tivesse sido totalmente executado, a obra teria cerca de 120 contos. Na versão que chegou até nós, temos apenas 24 contos e o prólogo.

2. O Prólogo Geral

O "Prólogo Geral" é a parte mais famosa e citada da obra. Nele, Chaucer apresenta uma galeria de retratos vívidos e satíricos de cada peregrino: o Cavaleiro, a Prioresa, o Frade, o Mercador, o Estudante de Oxford, o Faz-Tudo, o Retalhista e, notavelmente, a Mulher de Bath.

3. O Retrato Social (Sátira)

A genialidade de Chaucer está em usar a peregrinação — um evento religioso e social neutro, para reunir um microcosmo da sociedade inglesa.

Sátira à Igreja: A obra satiriza duramente a corrupção e a hipocrisia da Igreja medieval, representada por personagens como o Frade, o Perdoeiro e o Invocador.

Vozes Divergentes: Cada conto reflete o caráter, a classe social e as crenças morais (ou a falta delas) do narrador, variando em gênero do romance cortês e lendas hagiográficas, até a farsa grosseira e o fabliau (conto cômico e obsceno).

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