Apologia da história: Ou o ofício do historiador - Bloch, Marc

Edição:
Publicação: 5 de fevereiro de 2002
Idioma: Português
Páginas: 160
Peso: 0.22 kg
Dimensões: 22.8 x 16 x 1 cm
Formato: Capa comum
ISBN-10: 8571106096
ISBN-13: 9788571106093

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Apologia da história - Marc Bloch

O livro "Apologia da história: Ou o ofício do historiador" (original em francês: Apologie pour l'histoire ou métier d'historien) é uma obra inacabada do grande historiador francês Marc Bloch (1886–1944).

O livro é um texto clássico da Teoria da História e da Metodologia Histórica, servindo como uma reflexão sobre o que é a história, como ela deve ser escrita, e qual é o papel do historiador na sociedade.

A obra parte de uma pergunta feita por seu filho: “Papai, para que serve a história?” — e a partir dela, Bloch constrói uma reflexão profunda sobre o sentido, os métodos e os desafios da prática historiográfica. O livro é considerado um testamento intelectual e um marco na renovação da historiografia moderna.

Marc Bloch, fundador da Escola dos Annales, propõe uma abordagem crítica e interdisciplinar da história, rompendo com o positivismo do século XIX. Para Bloch, o historiador deve investigar o passado com base em problemas, não apenas em documentos, e considerar fontes orais, iconográficas e materiais como legítimas.

 📜 O Contexto da escrita

Bloch começou a escrever esta obra durante o período da Segunda Guerra Mundial, após a derrota da França para a Alemanha e enquanto atuava ativamente na resistência francesa.

Publicação: O livro só foi publicado postumamente em 1949, pois Bloch foi capturado pela Gestapo e executado em 1944.

Motivação: A obra é uma meditação sobre a natureza do conhecimento histórico em um momento de crise civilizatória. Bloch buscava reafirmar a utilidade e a dignidade da história como ciência e como ferramenta essencial para a compreensão da condição humana.

💡 Ideias centrais e metodologia

O livro é um diálogo sobre os desafios e as responsabilidades do historiador:

A história como ciência dos homens no tempo: Bloch define a história como a ciência que estuda "os homens no tempo". Ele insiste que o objeto da história não são eventos ou documentos isolados, mas sim o homem em sociedade, em constante mudança e evolução temporal.

O diálogo entre passado e presente: uma de suas frases mais famosas resume a necessidade de interconexão: "a incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado. Mas não é menos inútil esforçar-se por compreender o passado, se nada se sabe do presente." O historiador deve usar seu conhecimento do presente para fazer perguntas relevantes ao passado, e vice-versa.

A importância da crítica documental: Bloch detalha o método de crítica das fontes (documentos), ensinando o historiador a duvidar, a analisar o testemunho em seu contexto, e a distinguir entre a verdade e a mentira nos registros do passado.

A noção de causa: Ele critica a busca por uma única "causa" para os eventos históricos, defendendo que a história deve buscar uma rede de causas interligadas e complexas.

Crítica ao ídolo das origens: Bloch adverte contra o erro de confundir "origem" com "explicação". O fato de algo ter começado em um determinado momento não explica sua forma atual; é preciso traçar o desenvolvimento e as mudanças no tempo.

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