| Edição: 1ª |
| Publicação: 11 de novembro de 2024 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 160 |
| Peso: 0.250 kg |
| Dimensões: 13 x 0.8 x 21 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8571261849 |
| ISBN-13: 9788571261846 |
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Comprar LivroPublicado em 1974, O mito do desenvolvimento econômico é uma das obras mais incisivas de Celso Furtado, escrita em um momento de reflexão crítica sobre os rumos da economia mundial e, em especial, sobre os países da periferia capitalista. Diferente de sua obra anterior, Formação econômica do Brasil, que se concentra na trajetória histórica nacional, aqui Furtado amplia o olhar para o sistema internacional, questionando as promessas de progresso que se disseminaram no pós-guerra.
O autor argumenta que o chamado “desenvolvimento econômico” é, em grande medida, um mito criado pelas nações centrais para legitimar um modelo de crescimento que perpetua desigualdades. Para Furtado, o desenvolvimento não pode ser reduzido ao aumento do produto interno bruto ou à expansão industrial: é preciso considerar os efeitos sociais, culturais e ambientais. Ele denuncia que, ao seguir cegamente o modelo dos países ricos, as nações periféricas acabam reproduzindo padrões de consumo e dependência que inviabilizam sua autonomia e aprofundam a exclusão social.
A obra é marcada por uma crítica contundente à ideia de que o crescimento econômico, por si só, levaria ao bem-estar coletivo. Furtado mostra que, na prática, esse crescimento frequentemente se traduz em concentração de renda, degradação ambiental e manutenção de estruturas de poder excludentes. O “mito” reside justamente na crença de que bastaria imitar os países desenvolvidos para alcançar prosperidade, ignorando as especificidades históricas e culturais de cada sociedade.
O estilo de Furtado é claro e direto, mas impregnado de densidade teórica. Ele combina análise econômica com reflexão filosófica e política, tornando o livro não apenas um estudo técnico, mas também um ensaio crítico sobre o destino das sociedades contemporâneas. O mito do desenvolvimento econômico permanece atual porque antecipa debates sobre sustentabilidade, desigualdade global e limites do crescimento, temas que se tornaram centrais nas últimas décadas.