| Edição: 1ª |
| Publicação: 15 de dezembro de 1999 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 344 |
| Peso: 0.38 kg |
| Dimensões: 21 x 13.6 x 2 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 8571649626 |
| ISBN-13: 9788571649620 |
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Comprar Livro📘 Eichmann em Jerusalém: Um relato sobre a banalidade do mal — Hannah Arendt
Publicado originalmente em 1963, Eichmann em Jerusalém é uma obra seminal da filósofa e teórica política Hannah Arendt, baseada em sua cobertura do julgamento de Adolf Eichmann, um dos principais responsáveis pela logística do Holocausto, realizado em Jerusalém em 1961. O livro é muito mais do que um relato jornalístico: é uma profunda reflexão sobre responsabilidade, obediência, justiça e o mal em tempos modernos.
Adolf Eichmann foi um oficial nazista que coordenou a deportação de milhões de judeus para campos de extermínio. Capturado na Argentina por agentes israelenses, foi levado a julgamento em Jerusalém, onde Arendt acompanhou os procedimentos como enviada da revista The New Yorker. O livro nasceu dos artigos que ela escreveu durante o julgamento, mas ganhou forma como uma análise filosófica e política sobre o comportamento humano sob regimes totalitários.
Banalidade do mal: o mal não precisa ser grandioso ou monstruoso; pode ser rotineiro, burocrático, fruto da ausência de pensamento ético.
Responsabilidade individual: mesmo sob ordens, o indivíduo é responsável por suas escolhas e ações.
Justiça e vingança: Arendt questiona se o julgamento de Eichmann serviu à justiça ou à necessidade de reparação histórica.
Totalitarismo e obediência: o livro dialoga com suas obras anteriores sobre regimes totalitários, mostrando como a obediência cega pode ser mais perigosa que a crueldade deliberada.
Memória e trauma coletivo: o julgamento é também um palco para o testemunho das vítimas e para o enfrentamento público do horror nazista.
Arendt escreve com clareza, ironia e precisão filosófica. Sua análise provocou polêmica, especialmente entre intelectuais judeus, que a acusaram de minimizar a culpa de Eichmann ou de ser insensível ao sofrimento das vítimas. No entanto, sua intenção era justamente mostrar como o mal pode se esconder sob a aparência de normalidade — e como isso exige vigilância constante das sociedades democráticas.
O livro permanece como uma das obras mais influentes do século XX, estudado em cursos de filosofia, direito, ciência política e história. A expressão “banalidade do mal” entrou no vocabulário contemporâneo como alerta contra a desumanização institucionalizada.