| Edição: 1ª |
| Publicação: 1 de janeiro de 2014 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 192 |
| Peso: 0.260 kg |
| Dimensões: 22.8 x 15.6 x 1 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8572447997 |
| ISBN-13: 9788572447997 |
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Em uma obra que se impõe como um marco necessário na historiografia em língua portuguesa, José Rivair Macedo propõe uma ruptura definitiva com a visão eurocêntrica e reducionista que, por séculos, confinou o continente africano às margens da história universal. Com uma erudição sóbria e um compromisso ético profundo, o autor reconstrói a trajetória das civilizações africanas não como um prelúdio à colonização, mas como um centro dinâmico de inovações políticas, sociais e culturais. A narrativa é tecida com o intuito de revelar a África como um mosaico de impérios, reinos e sociedades complexas que, longe de serem estáticas, foram protagonistas de intensos intercâmbios transaarianos e oceânicos muito antes da chegada dos europeus.
Macedo percorre a cronologia africana com uma precisão que valoriza tanto a diversidade biômica quanto a pluralidade étnica. O texto detalha a formação de sociedades estatais sofisticadas, como o Império de Gana, o Império do Mali — com sua lendária riqueza e centros de saber em Timbuktu — e o Império Songai. A análise não se limita às estruturas de poder, mas mergulha na cultura imaterial, na força da oralidade dos griots e na organização das redes comerciais que conectavam o Sahel ao Mediterrâneo. O autor demonstra como o Islã foi integrado de forma sincrética em diversas regiões, coexistindo com sistemas de crenças ancestrais e fomentando um florescimento intelectual que desafia o mito da África “ágrafa” ou desprovida de filosofia própria.
A obra aborda o doloroso período do tráfico transatlântico e do colonialismo europeu sem permitir que estes temas apaguem a agência dos povos africanos. José Rivair Macedo destaca as múltiplas formas de resistência e a resiliência das estruturas sociais que permitiram a sobrevivência das identidades locais sob a opressão estrangeira. Ao tratar do processo de descolonização e da formação das nações modernas no século XX, o autor oferece uma chave de leitura fundamental para compreender os desafios contemporâneos do continente, desde as lutas por democracia até a afirmação de pan-africanismos. O livro encerra-se não apenas como um registro do passado, mas como um instrumento de emancipação intelectual, essencial para que o leitor brasileiro compreenda as raízes profundas que sustentam grande parte de sua própria identidade.
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