| Edição: 1ª |
| Publicação: 1 de março de 2014 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 208 |
| Peso: 0.160 kg |
| Dimensões: 22.8 x 15.8 x 1.2 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8572448322 |
| ISBN-13: 9788572448321 |
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Nesta obra de referência, Maria Ligia Prado e Gabriela Pellegrino empreendem uma análise densa e sensível sobre a trajetória histórica de uma região definida por suas profundas contradições e sua inegável unidade cultural. O texto afasta-se das cronologias tradicionais centradas apenas em eventos políticos para buscar as raízes das estruturas sociais, das identidades em disputa e dos movimentos de resistência que atravessam as fronteiras nacionais. Com uma linguagem erudita e equilibrada, as autoras apresentam a América Latina como um laboratório de experiências humanas, onde a herança colonial, o trauma da escravidão e o anseio por autonomia forjaram sociedades de uma complexidade única no cenário global.
A obra dedica-se com rigor ao processo de independência e à subsequente agonia da formação dos Estados no século XIX. Prado e Pellegrino exploram como a desarticulação do império espanhol e a transição singular do Brasil geraram projetos de nação muitas vezes excludentes. A análise mergulha nas tensões entre o liberalismo das elites e as demandas das populações indígenas, negras e mestiças, revelando que a liberdade política nem sempre resultou em cidadania plena. O volume detalha o fenômeno do caudilhismo e as disputas territoriais, demonstrando que o desenho do mapa latino-americano foi fruto de negociações árduas e conflitos sangrentos que buscavam dar forma a uma identidade que ainda se sentia fragmentada entre o passado europeu e a realidade americana.
Ao avançar para a contemporaneidade, as autoras mapeiam o impacto das grandes transformações sociais, como a urbanização acelerada, as revoluções e a ascensão de líderes populistas que redefiniram a relação entre Estado e massas. A obra aborda com profundidade os períodos de autoritarismo e as ditaduras militares que assolaram o continente, mas mantém o foco na capacidade de reorganização da sociedade civil e nos movimentos de redemocratização. Através da análise da literatura, das artes e do pensamento político, o texto evidencia que a América Latina não é apenas um lugar de sofrimento, mas um espaço de intensa criatividade intelectual e política. O livro encerra-se com uma reflexão sobre os desafios atuais, como a desigualdade estrutural e a integração regional, reafirmando que a história do continente permanece aberta e em constante reinvenção.
A obra oferece um panorama abrangente da história latino-americana, examinando desde os processos de independência e a formação das identidades nacionais até os dilemas políticos e sociais contemporâneos de um continente marcado pela diversidade e pela luta por autonomia.
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