| Edição: 5ª |
| Publicação: 1 de janeiro de 2012 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 256 |
| Peso: 0.300 kg |
| Dimensões: 20.8 x 13.8 x 1.6 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8573261773 |
| ISBN-13: 9788573261776 |
Leve este livro para casa hoje
Este artigo contém links afiliados. Como associado(s)
da Amazon, ganhamos comissões pelas compras qualificadas.
VER PREÇO NA AMAZON
Publicado em 1990, Um mestre na periferia do capitalismo é uma das obras mais influentes de Roberto Schwarz, crítico literário brasileiro. O livro analisa Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, sob a perspectiva das contradições sociais e culturais do Brasil do século XIX, marcado pela escravidão e pela dependência econômica em relação ao capitalismo europeu. Schwarz demonstra como Machado, ao escrever em um país periférico, soube transformar essas tensões em matéria literária, criando uma obra de alcance universal.
Schwarz argumenta que a genialidade de Machado reside em sua capacidade de incorporar à forma literária as contradições da sociedade brasileira. O narrador Brás Cubas, com seu humor corrosivo e sua postura de superioridade, encarna a elite ociosa e escravocrata, revelando, por meio da ironia, a violência e o atraso que sustentavam o país. A aparente leveza do estilo machadiano esconde uma crítica profunda às estruturas sociais, tornando o romance um espelho das ambiguidades da modernidade periférica.
A escrita de Schwarz é rigorosa, mas também envolvente, articulando conceitos da teoria marxista com uma leitura minuciosa da obra literária. O crítico mostra como Machado de Assis, ao mesmo tempo em que dialogava com a tradição europeia, produziu uma literatura singular, capaz de expor as especificidades da formação social brasileira. Essa abordagem tornou o livro referência obrigatória nos estudos de literatura e cultura no Brasil.
Um mestre na periferia do capitalismo é mais do que um estudo sobre Machado de Assis: é uma reflexão sobre como a literatura pode revelar as contradições históricas e sociais de um país. Schwarz demonstra que a obra machadiana não é apenas um monumento estético, mas também um documento crítico da realidade brasileira. O livro permanece atual, pois ilumina a relação entre arte, sociedade e poder, mostrando como a periferia do capitalismo produz obras de alcance universal.
Conteúdo patrocinado: link de afiliado Amazon