| Edição: 3ª |
| Publicação: 6 de outubro de 2020 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 720 |
| Peso: 0.400 kg |
| Dimensões: 22.6 x 15.2 x 3.8 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8574482099 |
| ISBN-13: 9788574482095 |
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Em “Crítica da razão cínica”, Peter Sloterdijk oferece uma das mais contundentes análises da modernidade tardia. Publicado em 1983, o livro tornou-se um marco do pensamento filosófico contemporâneo ao examinar o cinismo como atitude dominante das sociedades pós-iluministas. Para o autor, o cinismo moderno não é apenas uma postura individual, mas um modo coletivo de existir, marcado pela consciência de que os ideais se esvaziaram, embora continuem a ser repetidos.
Sloterdijk distingue o cinismo clássico, ligado à tradição de Diógenes e à crítica radical às convenções, do cinismo moderno, que se manifesta como uma razão esclarecida, mas resignada. Trata-se de uma racionalidade que sabe da falsidade dos discursos, reconhece a hipocrisia das instituições, mas ainda assim participa delas. O cinismo contemporâneo é, portanto, uma forma de lucidez impotente, que não conduz à transformação, mas à acomodação.
O filósofo descreve uma cultura em que os indivíduos vivem conscientes da manipulação, da artificialidade e da repetição dos ideais, mas permanecem presos a eles por necessidade ou conveniência. Essa atitude gera uma atmosfera de desencanto, em que a crítica se torna estéril e a razão, em vez de emancipar, converte-se em instrumento de adaptação.
Apesar do diagnóstico sombrio, Sloterdijk não se limita à constatação. Ele propõe que a filosofia recupere sua força crítica, capaz de romper com a passividade cínica e de abrir espaço para novas formas de pensar e agir. A obra, nesse sentido, é também um chamado à resistência intelectual, à busca de alternativas que não se deixem aprisionar pela lógica do desencanto.
“Crítica da razão cínica” é um livro denso e provocador, que exige do leitor não apenas compreensão conceitual, mas também disposição para confrontar sua própria postura diante do mundo. Sloterdijk revela como o cinismo se tornou a racionalidade dominante de nossa época e desafia a filosofia a recuperar sua potência transformadora. É uma obra que permanece atual, pois descreve com precisão a atmosfera de ironia e resignação que ainda permeia a vida contemporânea.
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