| Edição: 3ª |
| Publicação: 11 de novembro de 2025 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 576 |
| Peso: 0.820 kg |
| Dimensões: 22.6 x 15.4 x 2.8 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8574482749 |
| ISBN-13: 9788574482743 |
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Em “Esferas: bolhas”, Peter Sloterdijk inaugura sua trilogia filosófica sobre as esferas, dedicando-se à dimensão mais íntima e originária da existência humana. Aqui, a bolha é metáfora da coabitação, da proximidade radical entre seres, da experiência de viver em pares ou em pequenas comunidades. O filósofo alemão descreve o espaço da intimidade como o primeiro habitat, anterior a qualquer construção social ou política, e nele encontra a matriz de toda forma de convivência.
Sloterdijk articula filosofia, psicanálise e antropologia para pensar a bolha como espaço de ressonância afetiva. O ser humano não nasce isolado, mas em relação, envolto em uma esfera compartilhada. Essa esfera é tanto física quanto simbólica: o ventre materno, o lar, a amizade, o amor. A bolha é, portanto, a imagem de uma interioridade expandida, que acolhe e protege, mas também delimita e condiciona.
A obra enfatiza a importância do par — mãe e filho, amantes, amigos — como estrutura fundamental da vida. A bolha é o espaço em que dois seres se reconhecem e se sustentam mutuamente, criando um microcosmo que resiste ao exterior. Sloterdijk mostra como essa forma de coabitação é a base de todas as esferas maiores, pois, sem a intimidade, não haveria comunidade nem sociedade.
Ao propor a bolha como figura originária, Sloterdijk desafia a tradição filosófica que privilegia o indivíduo isolado. Ele argumenta que a subjetividade só pode ser compreendida em relação, como parte de uma esfera compartilhada. O mito da autonomia absoluta é desfeito, e em seu lugar surge a imagem de uma existência sempre coabitada, sempre em diálogo.
“Esferas: bolhas” é uma obra que exige do leitor sensibilidade e abertura para pensar a vida em sua dimensão mais íntima. Sloterdijk constrói uma filosofia da proximidade que ilumina a importância dos vínculos, da coabitação e da partilha. Trata-se de um livro que redefine o modo como concebemos o espaço humano, mostrando que o ser é sempre plural, sempre envolto em esferas de relação.
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