| Edição: 1ª |
| Publicação: 8 de julho de 2025 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 336 |
| Peso: 0.440 kg |
| Dimensões: 16 x 2 x 23 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8576577402 |
| ISBN-13: 9788576577409 |
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Ao ler “O Código da Alma” (1996), somos convidados a uma profunda e radical reavaliação de como entendemos a identidade e o propósito de vida. James Hillman lança um ataque apaixonado e erudito contra o determinismo biológico (genética) e ambiental, propondo, em seu lugar, a teoria da bolota, ou teoria do fruto do carvalho (Acorn Theory). A essência do livro é que cada indivíduo carrega, desde o nascimento, um código ou essência arquetípica — a “bolota” — que contém a imagem completa e o potencial de quem ele está destinado a ser (o “carvalho”).
Hillman explora essa ideia por meio de uma rica tapeçaria de exemplos, que vão desde figuras históricas como Eleanor Roosevelt e William Butler Yeats até casos clínicos. O livro sugere que a tarefa da vida não é apenas a adaptação, mas sim honrar e desdobrar esse chamado inato (o Daimon ou Gênio, na tradição grega). O fracasso em entender ou seguir esse Daimon leva à neurose e ao sentimento de vazio. É uma obra que valoriza a vocação e a unicidade acima da conformidade, desafiando as explicações psicológicas e sociais padronizadas para o caráter humano.
Hillman resgata essa ideia de fontes filosóficas antigas, especialmente do conceito grego do Daimon (o “Gênio” ou Espírito Guardião). A ideia é que, antes de nascer, a alma escolhe a sua imagem ou destino e recebe um Daimon (o código) que a guiará para cumprir esse destino na Terra.
É a forma mais simples e clara que Hillman encontra para ilustrar essa ideia. Uma bolota, por menor que seja, já carrega em si o projeto completo de um carvalho. Ela não precisa ser ensinada a ser um carvalho; ela só precisa de solo e das condições adequadas para desdobrar o potencial que já está em seu núcleo.
A teoria da do fruto do Carvalho sustenta que o caráter e o propósito de vida (o “chamado”) não são determinados apenas pela genética ou pela criação, mas são guiados por essa essência inata. O trabalho terapêutico, para Hillman, é ajudar o indivíduo a reconhecer e honrar essa imagem original.
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