| Edição: 1ª |
| Publicação: 10 de fevereiro de 2026 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 336 |
| Peso: 0.460 kg |
| Dimensões: 14 x 2 x 21 cm |
| Formato: Capa dura |
| ISBN-10: 8576577496 |
| ISBN-13: 9788576577492 |
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Publicado em 1965, “A segunda-feira começa no sábado” é uma das obras mais singulares dos irmãos Strugátski, que se destacaram por sua habilidade em mesclar ficção científica, sátira e filosofia. Ambientado no Instituto de Pesquisa Científica de Feitiçaria e Magia, o romance apresenta um universo em que ciência e magia convivem em tensão criativa, revelando tanto o absurdo das instituições quanto a potência da imaginação humana. A narrativa acompanha o programador Aleksandr Privalov, que se vê envolvido em um ambiente onde experimentos fantásticos e dilemas éticos se entrelaçam em uma atmosfera de humor e crítica social.
Os Strugátski utilizam a sátira como lente para examinar a burocracia, a rigidez acadêmica e os paradoxos da ciência soviética. A obra, longe de ser apenas uma fantasia, é também uma crítica mordaz às estruturas que sufocam a criatividade. O riso, aqui, não é mero entretenimento, mas ferramenta de reflexão: ao rir do absurdo, o leitor é levado a perceber as contradições do mundo real.
O Instituto de Pesquisa Científica de Feitiçaria e Magia é mais do que cenário: é metáfora da própria condição humana diante do conhecimento. Nele, convivem personagens caricatos, experimentos extravagantes e debates filosóficos que questionam os limites entre racionalidade e imaginação.
Ao unir elementos da ficção científica com o fantástico, os Strugátski criam uma obra híbrida, que desafia classificações rígidas. A magia, tratada com rigor quase científico, torna-se espelho da própria ciência, revelando que ambas compartilham o desejo de compreender e transformar o mundo.
“A segunda-feira começa no sábado” é um romance que transcende o humor para se tornar reflexão sobre o papel da ciência, da imaginação e da liberdade criativa. Os irmãos Strugátski, com sua prosa irônica e inventiva, oferecem ao leitor uma obra que é ao mesmo tempo sátira social e celebração da fantasia, lembrando que o conhecimento só floresce quando se permite o encontro entre razão e sonho.
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