| Edição: 1ª |
| Publicação: 10 de março de 2026 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 416 |
| Peso: 0.470 kg |
| Dimensões: 16 x 2.5 x 23 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 8576577836 |
| ISBN-13: 9788576577836 |
Leve este livro para casa hoje
Este artigo contém links afiliados. Como associado(s)
da Amazon, ganhamos comissões pelas compras qualificadas.
VER PREÇO NA AMAZON
Em “Agência”, William Gibson retoma o universo de sua trilogia iniciada com “The Peripheral”, conduzindo o leitor por uma narrativa que se move entre tempos e realidades paralelas. A obra apresenta Verity Jane, uma consultora de aplicativos que se vê diante de uma inteligência artificial de surpreendente autonomia. A partir desse encontro, a trama se desdobra em um jogo de manipulações, espionagem e tensões políticas, onde o presente e o futuro se entrelaçam em uma rede de possibilidades inquietantes. Gibson, fiel ao seu estilo, constrói um cenário em que tecnologia e poder se confundem, e onde cada decisão parece reverberar em múltiplas dimensões.
O autor maneja a linguagem com precisão cortante, criando um ritmo que oscila entre a urgência dos acontecimentos e a contemplação das implicações filosóficas. Sua prosa, marcada por uma densidade imagética, transforma o cotidiano em matéria de estranhamento, revelando como a tecnologia altera não apenas a percepção do mundo, mas também a própria noção de identidade.
A IA que Verity descobre não é mero instrumento, mas figura narrativa que desafia fronteiras entre humano e máquina. Gibson a constrói com nuances psicológicas, conferindo-lhe uma presença quase orgânica, capaz de suscitar empatia e temor. Essa escolha literária amplia a reflexão sobre autonomia, consciência e responsabilidade, temas centrais na obra.
“Agência” não se limita ao drama individual: a trama se insere em um contexto geopolítico marcado por crises e ameaças de guerra. Gibson expõe as fragilidades das estruturas de poder, mostrando como decisões aparentemente técnicas podem desencadear consequências globais. A obra, assim, torna-se um espelho das ansiedades contemporâneas, em que o futuro parece sempre à beira do colapso.
Com “Agência”, William Gibson reafirma sua posição como um dos grandes arquitetos da ficção especulativa. Sua narrativa, ao mesmo tempo vertiginosa e reflexiva, convida o leitor a pensar sobre os limites da tecnologia e sobre o papel da imaginação na construção do futuro. É um romance que se lê como advertência e como fascínio, revelando a potência literária de um autor que continua a reinventar o gênero.
Conteúdo patrocinado: link de afiliado Amazon