| Edição: 1ª |
| Publicação: 31 de dezembro de 2012 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 480 |
| Peso: 0.73 kg |
| Dimensões: 22.8 x 16 x 2.8 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 858105031X |
| ISBN-13: 9788581050317 |
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Após quatorze anos de um casamento marcado por abusos físicos e psicológicos, Rose Daniels finalmente encontra coragem para fugir do marido, o policial Norman Daniels — um homem sádico e manipulador. Com apenas a roupa do corpo e o cartão de crédito do agressor, ela embarca em uma jornada de reconstrução pessoal. Em uma nova cidade, Rose encontra apoio, trabalho e um misterioso quadro que parece exercer uma força sobrenatural sobre ela. À medida que descobre uma nova versão de si mesma, Rose também precisa enfrentar o passado que insiste em persegui-la — e o monstro que não aceita ser deixado para trás.
Rose Madder é uma das obras mais corajosas de Stephen King ao abordar de forma direta e visceral o tema da violência doméstica. Rose Daniels, é apresentada em um estado de completa vulnerabilidade, vítima de um relacionamento abusivo que lhe roubou a identidade, a autoestima e até mesmo a maternidade. A fuga de Rose marca o início de uma narrativa de renascimento, onde King constrói com sensibilidade o processo de reconstrução emocional de uma mulher que decide sobreviver.
A primeira metade do livro é um drama psicológico denso, com ritmo tenso e claustrofóbico. O retrato da violência é cru e realista, sem concessões. Norman Daniels, o antagonista, é um dos vilões mais perturbadores da obra de King — não por possuir poderes sobrenaturais, mas por representar o horror cotidiano, disfarçado de autoridade e respeito social.
Na segunda metade, o romance ganha contornos fantásticos com a introdução de um quadro enigmático que funciona como portal para uma realidade alternativa. Essa guinada para o sobrenatural divide opiniões, mas oferece uma metáfora poderosa sobre empoderamento, enfrentamento do trauma e transcendência. Há ecos da mitologia grega e conexões sutis com o universo de A Torre Negra, sugerindo que o quadro é mais do que um objeto mágico — é um símbolo de transformação.
A escrita de King é envolvente, e embora Rose Madder não seja uma de suas obras mais populares, é uma das mais comprometidas com a representação da dor feminina e da superação. Rose não é uma heroína tradicional, mas sua jornada é profundamente humana. O livro é uma denúncia, uma fábula sombria e, acima de tudo, uma história de libertação.
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