| Edição: 1ª |
| Publicação: 18 de abril de 2013 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 464 |
| Peso: 0.7 kg |
| Dimensões: 23 x 16 x 2.6 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 858105045X |
| ISBN-13: 9788581050454 |
Quer comprar este livro?
Comprar LivroPublicado em 1975, 'Salem marca a consolidação de Stephen King como autor de horror, após o sucesso de Carrie. Inspirado diretamente em Drácula, de Bram Stoker, o romance reimagina o mito do vampiro em uma ambientação contemporânea e americana: a fictícia cidade de Jerusalem’s Lot, no Maine.
A trama acompanha o escritor Ben Mears, que retorna à cidade em busca de inspiração e reconciliação com traumas do passado. Paralelamente, a chegada do misterioso Mr. Barlow e seu parceiro Straker coincide com uma série de eventos sinistros — desaparecimentos, mortes inexplicáveis e uma atmosfera crescente de paranoia. Aos poucos, os habitantes de Salem são tomados por uma força obscura que se espalha como uma epidemia silenciosa.
King constrói o horror de forma gradual, explorando o cotidiano da cidade com riqueza de detalhes. A cidade não é apenas cenário, mas personagem: um organismo vivo, marcado por segredos, culpas e silêncios. O autor utiliza múltiplos pontos de vista para ampliar a tensão, revelando como o mal se infiltra nas estruturas sociais e psicológicas da comunidade.
O romance se destaca pela fusão entre o sobrenatural e o realismo. Os vampiros não são apenas criaturas míticas, mas metáforas para o medo coletivo, a decadência moral e a fragilidade das instituições. A narrativa é pontuada por cenas de impacto, mas também por momentos de introspecção e melancolia — especialmente nas relações entre Ben, Susan, Mark Petrie e o padre Callahan, personagens que enfrentam o horror com diferentes graus de fé, coragem e desespero.
'Salem é uma obra densa, atmosférica e ambiciosa. King não apenas homenageia o terror clássico, mas o atualiza com uma linguagem acessível e uma crítica sutil à normalidade aparente das pequenas cidades. É um romance sobre o mal que se esconde atrás de cortinas fechadas — e sobre os poucos que ousam enfrentá-lo.
Terceira pessoa onisciente: O narrador tem acesso aos pensamentos, sentimentos e motivações de vários personagens, como Ben Mears, Mark Petrie, Susan Norton, Padre Callahan, entre outros.
Foco múltiplo: King alterna o foco narrativo entre personagens e núcleos da cidade, o que amplia a tensão e constrói uma visão panorâmica da infestação vampírica.
Narrativa cronológica: A história segue uma progressão linear, com prólogo e epílogo que enquadram os eventos principais.
Uso de interlúdios: há trechos que funcionam como vinhetas ou interlúdios, mostrando o cotidiano dos moradores de Salem e como o mal se infiltra lentamente — uma técnica que reforça o clima de decadência e suspense.
Tom atmosférico: O narrador descreve com riqueza os cenários, o clima, os sons e os silêncios da cidade, criando uma ambientação densa e opressiva.