| Edição: 1ª |
| Publicação: 21 de abril de 2014 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 328 |
| Peso: 0.34 kg |
| Dimensões: 22.8 x 15.8 x 2.2 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 8581052142 |
| ISBN-13: 9788581052144 |
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Comprar LivroStephen King dispensa fantasmas, monstros e universos paralelos para entregar um dos romances mais sufocantes e perturbadores de sua carreira. Misery: Louca Obsessão é um mergulho no terror psicológico, onde o verdadeiro horror não vem do sobrenatural — mas da mente humana.
Paul Sheldon é um escritor consagrado, conhecido por sua série de romances protagonizados por Misery Chastain. Cansado da fórmula, ele decide matar a personagem em seu último livro e seguir em frente com uma nova obra mais literária. Mas o destino tem outros planos.
Após sofrer um grave acidente de carro em meio a uma nevasca no Colorado, Paul é resgatado por Annie Wilkes, uma enfermeira aposentada que se autoproclama sua “fã número um”. O que começa como um aparente ato de bondade logo se transforma em um pesadelo claustrofóbico: Annie descobre que Misery foi morta — e exige que Paul a ressuscite, sob ameaça de tortura e confinamento.
Preso em uma casa isolada, com as pernas destroçadas e sob vigilância constante, Paul precisa usar toda sua astúcia e criatividade para sobreviver à loucura de Annie — uma mulher instável, imprevisível e absolutamente aterrorizante.
Misery é uma aula de tensão narrativa. King constrói um cenário minimalista — uma casa, um quarto, uma cama — e transforma isso em um campo de batalha psicológico. A relação entre Paul e Annie é uma dança macabra entre poder, dependência e desespero.
Annie Wilkes é, sem dúvida, uma das vilãs mais memoráveis da literatura moderna. Sua obsessão por Misery transcende o fanatismo: ela representa o lado sombrio da idolatria, da possessividade e da frustração reprimida. Kathy Bates eternizou essa personagem no cinema, ganhando o Oscar por sua atuação em Louca Obsessão (1990).
King também faz uma crítica sutil à indústria editorial e à relação entre autor e público. Paul Sheldon, ao tentar se libertar de sua criação, acaba sendo punido por uma fã que exige controle sobre sua arte. É uma metáfora poderosa sobre os limites da autoria e da expectativa.
“O verdadeiro horror não é o que está lá fora. É o que está dentro de nós.”