| Edição: 1ª |
| Publicação: 11 de abril de 2017 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 416 |
| Peso: 0.39 kg |
| Dimensões: 19.8 x 13 x 2.2 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 8582850476 |
| ISBN-13: 9788582850473 |
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Comprar LivroEscrita entre 397 e 400 d.C., Confissões surge em um momento de transição profunda no Império Romano: o cristianismo, antes perseguido, tornava-se religião oficial, e o mundo antigo enfrentava o colapso de suas estruturas políticas e culturais.
Agostinho, nascido em 354 d.C. na cidade de Tagaste (atual Argélia), viveu entre o paganismo romano, o maniqueísmo, o ceticismo e, por fim, o cristianismo. Sua trajetória pessoal reflete as tensões espirituais e intelectuais de uma época marcada pela busca de sentido diante da decadência imperial.
Como bispo de Hipona, Agostinho escreveu Confissões não apenas como relato autobiográfico, mas como um exercício teológico e filosófico — uma oração contínua que mistura memória, reflexão e louvor.
A obra é composta por 13 livros, sendo os nove primeiros dedicados à narrativa de sua vida até a conversão, e os quatro últimos voltados à meditação sobre temas como memória, tempo e criação.
Agostinho escreve em forma de oração dirigida a Deus, o que confere à obra um tom íntimo e espiritual. Ele não se dirige ao leitor, mas ao Criador — e, por isso, a linguagem é confessional, poética e filosófica.
O estilo é marcado por retórica clássica, influências platônicas e uma profunda introspecção. Agostinho inaugura o que muitos consideram a primeira autobiografia ocidental, mas transcende o gênero ao transformar sua vida em símbolo da jornada da alma rumo à verdade.
Busca da verdade: Agostinho narra sua inquietação intelectual e espiritual, passando por diversas doutrinas (maniqueísmo, neoplatonismo) até encontrar repouso na fé cristã.
Pecado e redenção: A obra é uma confissão de pecados — não apenas morais, mas ontológicos. O pecado é visto como afastamento de Deus, e a conversão como retorno à fonte do ser.
Tempo e memória: Nos livros finais, Agostinho desenvolve uma das reflexões mais profundas sobre o tempo, antecipando questões que influenciarão filósofos como Heidegger e Bergson.
Orgulho e humildade: Como mostra o Livro X, Agostinho reconhece que mesmo após a conversão, o orgulho e a vanglória ameaçam a alma. A humildade é o caminho para a graça.
Confissões tornou-se modelo para a literatura cristã medieval, influenciando místicos, teólogos e escritores como Dante, Pascal e Kierkegaard.
É uma obra que une fé e razão, experiência e doutrina, filosofia e poesia — e por isso permanece atual, sendo estudada tanto em cursos de teologia quanto em filosofia e literatura.
Agostinho é considerado um dos quatro grandes Padres da Igreja Latina, e Confissões é sua obra mais pessoal e universal.