| Edição: 1ª |
| Publicação: 17 de novembro de 2017 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 232 |
| Peso: 0.222 kg |
| Dimensões: 19.8 x 13 x 1.2 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8582850646 |
| ISBN-13: 9788582850640 |
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Comprar LivroO jogador (Игрок, 1866) é um dos romances mais intensos de Fiódor Dostoiévski, escrito em apenas 26 dias para cumprir um contrato editorial sufocante. A obra nasceu da própria experiência do autor com o vício em jogos de azar, o que confere à narrativa uma autenticidade visceral.
A história acompanha Aleksei Ivánovitch, preceptor de uma família aristocrática russa que vive em uma cidade termal alemã. Envolvido em intrigas amorosas e financeiras, Aleksei mergulha no mundo da roleta, onde a esperança de fortuna rápida se mistura com a destruição pessoal. O romance mostra como o jogo se torna metáfora da paixão, da obsessão e da perda de controle.
Em O jogador, Dostoiévski mergulha nos temas da compulsão, da paixão e da decadência social. O romance mostra como o vício em jogos de azar se torna metáfora da perda de controle sobre a própria vida, revelando a fragilidade humana diante da obsessão e da esperança ilusória de fortuna. Ao mesmo tempo, expõe a decadência da aristocracia russa, dependente de dinheiro fácil e marcada por relações de poder e submissão. Essa dimensão autobiográfica — já que o próprio autor lutava contra o vício — confere autenticidade e intensidade à narrativa.
O estilo é direto, urgente e marcado por ritmo acelerado, refletindo tanto a pressão sob a qual Dostoiévski escreveu quanto a tensão psicológica dos personagens. A alternância entre ironia, drama e confissão cria uma atmosfera de constante instabilidade, como se o texto acompanhasse o movimento da roleta. Essa escolha estilística reforça a sensação de vertigem e de inevitabilidade que permeia toda a obra.
A importância de O jogador está em revelar um Dostoiévski íntimo, que transforma sua experiência pessoal em literatura universal. O romance antecipa reflexões sobre liberdade, compulsão e autodestruição que seriam aprofundadas em obras posteriores, e permanece como um dos grandes retratos literários do vício. Mais do que um relato sobre jogos, é uma investigação sobre os limites da vontade humana e sobre como a obsessão pode corroer tanto o indivíduo quanto a sociedade.