| Edição: 1ª |
| Publicação: 4 de outubro de 2019 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 656 |
| Peso: 0.500 kg |
| Dimensões: 20 x 12.6 x 3.2 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 858285093X |
| ISBN-13: 9788582850930 |
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“As flores do mal”, publicado em 1857, é a obra-prima de Charles Baudelaire e um dos marcos da literatura moderna. O livro reúne poemas que exploram a tensão entre beleza e decadência, prazer e culpa, espiritualidade e sensualidade. Baudelaire inaugura uma estética que rompe com o romantismo e antecipa o simbolismo, ao transformar a experiência urbana, a melancolia e o desejo em matéria poética.
O título já anuncia a ambiguidade central da obra: flores que brotam do mal, beleza que nasce da corrupção. Baudelaire revela que o sublime pode emergir daquilo que é considerado impuro ou degradado. Essa estética da contradição confere ao livro uma força singular, pois nele convivem o sagrado e o profano, o ideal e o abismo.
Um dos eixos fundamentais da obra é a oposição entre “spleen” e “ideal”. O spleen, termo que designa a melancolia profunda, exprime o peso da existência, o tédio e a angústia diante da modernidade. O ideal, por sua vez, é a busca pela beleza, pela transcendência e pela elevação espiritual. A poesia de Baudelaire oscila entre esses polos, revelando a impossibilidade de conciliação plena.
Baudelaire é também o poeta da cidade. Paris surge em seus versos como espaço de fascínio e repulsa, lugar onde se encontram a multidão, a prostituição, a miséria e o esplendor. A experiência urbana é transfigurada em poesia, tornando-se símbolo da modernidade e da fragmentação da vida.
A obra não se furta a explorar o erotismo e a morte como temas centrais. O desejo aparece como força ambígua, capaz de gerar prazer e culpa, enquanto a morte é presença constante, lembrando a finitude e a decadência. Essa dupla dimensão confere à obra uma intensidade que desafia convenções morais e literárias.
“As flores do mal” é um livro que inaugura a modernidade poética, ao transformar a melancolia, o desejo e a cidade em matéria estética. Baudelaire revela que a beleza pode nascer do mal e que a poesia é capaz de iluminar até os aspectos mais sombrios da existência. Sua obra permanece atual, pois continua a interpelar o leitor sobre a condição humana e sobre a potência da arte.
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