| Edição: 1ª |
| Publicação: 28 de maio de 2021 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 696 |
| Peso: 0.64 kg |
| Dimensões: 19.8 x 13 x 3.4 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8582851375 |
| ISBN-13: 9788582851371 |
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Comprar LivroO livro "O Outono da Idade Média" (Herfsttij der Middeleeuwen no original holandês) é uma das obras mais influentes e aclamadas do historiador holandês Johan Huizinga (1872–1945).
Publicado em 1919, ele oferece uma visão cultural e psicológica profunda do final da Idade Média, concentrando-se principalmente nos séculos XIV e XV na França e nos Países Baixos Burgúndios.
Huizinga rejeita a ideia de que o século XV foi simplesmente o "amanhecer" do Renascimento. Em vez disso, ele o vê como o declínio de uma civilização madura: a Idade Média.
Decadência em vez de Renovação: O autor argumenta que, em vez de um período de renovação e otimismo (como o Renascimento), o final da Idade Média foi marcado por um clima de pessimismo, melancolia e desespero generalizado, resultante de crises como a Peste Negra, a Guerra dos Cem Anos e o Cisma do Ocidente.
Vida Intensa: Essa angústia se manifesta em uma vida cultural e social exageradamente intensa e artificial. Há um contraste dramático entre a brutalidade e a violência cotidiana (as "misérias") e a busca por uma beleza e um formalismo extremos (os "esplendores").
Estilização: Huizinga enfatiza a estilização exagerada de todas as esferas da vida, desde a pompa da corte, as vestimentas e as cerimônias religiosas até a poesia e a arte. Tudo se torna excessivamente formal e cerimonial, um sinal de que a forma está sufocando o conteúdo.
A Visão da Morte: A obsessão com a morte (memento mori), o macabro e a fragilidade da vida são temas dominantes, refletidos na arte e na literatura (como a Dança Macabra).
O Ideal Cavalheiresco: O ideal da cavalaria persiste, mas de forma teatral e anacrônica, servindo mais como um espetáculo de pompa do que como um código moral efetivo.
Vida Urbana: O crescimento da vida urbana e o enriquecimento da burguesia levam a uma demanda por luxo e ostentação, que tenta imitar a nobreza, exacerbando ainda mais o formalismo.
A Arte dos Van Eyck: A obra analisa a arte da época (como a de Jan van Eyck), vendo-a não como o início do Renascimento, mas como o ápice de uma tradição medieval que busca capturar a realidade com um detalhe quase excessivo.