| Edição: 1ª |
| Publicação: 11 de março de 2020 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 96 |
| Peso: 0.14 kg |
| Dimensões: 18.8 x 13.4 x 1.2 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8583181403 |
| ISBN-13: 9788583181408 |
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Comprar LivroO livro de Afonso Cruz (2014) é uma fábula filosófica e irônica, que faz parte de sua série "Enciclopédia da Estória Universal". O autor utiliza a simplicidade da fábula e a sátira para questionar a relação da sociedade moderna com a arte, a beleza e o valor.
O protagonista: a história gira em torno de um homem muito rico, o senhor Eusebio (ou o "senhor-que-não-tinha-nada-para-dar"), cuja única ambição é a de possuir tudo. Ele é a representação máxima do consumismo e da utilidade.
A lacuna: o senhor Eusebio tem tudo, exceto algo que ele não pode quantificar nem vender: um poeta. Ele decide que a única maneira de possuir a beleza e a sensibilidade é comprando a fonte delas.
O poeta: o poeta é comprado e alojado na mansão. No entanto, sua presença e sua visão de mundo começam a perturbar a lógica capitalista e estéril do senhor Eusebio. O poeta representa a resistência à mercantilização.
A inversão: a obra não foca apenas na compra, mas na relação de posse e no que acontece quando algo que deveria ser livre (a poesia) se torna uma mercadoria. O livro explora a impossibilidade de medir o valor da arte em termos monetários, e como a beleza e a criatividade só florescem na liberdade.
Afonso Cruz usa essa fábula para explorar questões profundas:
O valor do inútil: a poesia, por não ter preço nem utilidade prática imediata, é o bem mais valioso de todos.
O capitalismo e a arte: a tentativa de comprar o poeta é uma sátira à forma como o capitalismo tenta absorver e neutralizar a arte, transformando tudo em produto.