| Publicação: 15 de agosto de 2019 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 56 |
| Peso: 0.080 kg |
| Dimensões: 12 x 0.4 x 18 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8593751865 |
| ISBN-13: 9788593751868 |
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“A Pretensão do Conhecimento” (The Pretence of Knowledge) é o título do célebre discurso proferido por Friedrich August von Hayek ao receber o Prêmio Nobel de Economia em 1974. Esta obra representa um marco na filosofia da ciência e na teoria econômica, pois constitui uma autocrítica rigorosa à profissão dos economistas. Hayek argumenta que o fracasso da ciência econômica em prever e resolver crises — como a estagflação daquela década — devia-se a uma tentativa equivocada de imitar os métodos das ciências físicas (física e química). O autor denomina essa tendência de “cientificismo”: a aplicação mecânica de métodos de medição quantitativa a fenômenos de “complexidade organizada”, onde tais métodos são inerentemente insuficientes.
A tese central é que, ao contrário dos objetos das ciências naturais, os fenômenos sociais dependem de uma miríade de variáveis subjetivas e informações dispersas que nenhum observador ou planejador central pode jamais reunir em sua totalidade.
Hayek investiga a “pretensão” daqueles que acreditam possuir o conhecimento necessário para moldar a sociedade de acordo com um desenho deliberado. Ele sustenta que a ordem social não é um produto do projeto humano (design), mas sim uma “ordem espontânea” que surge da interação de milhões de indivíduos, cada um agindo com base em fragmentos de informação local e temporal. Ao tentar dirigir a economia mediante modelos matemáticos simplistas, os governantes frequentemente causam mais danos do que benefícios, pois ignoram os ajustes finos que só o sistema de preços e a concorrência podem realizar.
O autor alerta para o perigo de se considerar “verdadeiro” apenas aquilo que é mensurável estatisticamente. Para Hayek, muitos dos fatores que realmente determinam o curso da sociedade são qualitativos e escapam às ferramentas da econometria. A insistência em tratar a sociedade como um mecanismo de engenharia leva à “arrogância fatal” de acreditar que se pode prever o futuro e controlar os resultados sociais, o que invariavelmente resulta na supressão da liberdade e no agravamento dos problemas econômicos.
A erudição deste discurso reside na sua defesa da modéstia intelectual. Hayek conclui que o objetivo da ciência econômica não deve ser dar ao governante o poder de moldar a sociedade como um escultor molda a argila, mas sim fornecer uma “lição de humildade”, mostrando aos homens quão pouco eles realmente sabem sobre aquilo que imaginam poder planejar. Ele defende que o cientista social deve agir mais como um jardineiro, que prepara as condições para que as plantas cresçam por si mesmas, do que como um artesão que fabrica um objeto inanimado.
A análise de “A Pretensão do Conhecimento” revela-se fundamental para compreender o ceticismo de Hayek em relação ao intervencionismo tecnocrático. Sua mensagem permanece atual como uma sentinela contra o uso abusivo da ciência para fins de engenharia social, reafirmando que a verdadeira sabedoria consiste em reconhecer os limites inevitáveis da razão humana frente à complexidade da vida em liberdade.
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