| Edição: 1ª |
| Publicação: 28 de maio de 2025 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 426 |
| Peso: 0.640 kg |
| Dimensões: 16 x 2.5 x 23 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8594090722 |
| ISBN-13: 9788594090720 |
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Neste terceiro volume de sua investigação sobre o espírito helénico, Jacob Burckhardt volta o seu olhar para as artes plásticas e para a arquitetura, tratando-as não apenas como manifestações estéticas, mas como a expressão máxima da ordem e da harmonia da pólis. O autor argumenta que a arte grega foi o resultado de uma necessidade profunda de dar forma ao invisível, transformando os deuses e os heróis em realidades tangíveis e exemplares. Burckhardt destaca que o artista grego não buscava a inovação pela inovação, mas a perfeição de um cânone que unia a verdade física à nobreza moral. A escultura, em particular, é analisada como a glorificação do corpo humano, visto como o espelhamento da perfeição divina e o veículo da aretê.
A narrativa percorre o desenvolvimento do templo, desde as suas origens arcaicas até ao esplendor do período clássico, demonstrando como a arquitetura servia como o cenário sagrado para a vida pública. Burckhardt analisa a relação entre o espaço urbano e o monumento, sugerindo que o edifício grego não era uma estrutura isolada, mas um elemento que dialogava com a paisagem e com a coletividade. O autor enfatiza que a arte em Atenas e noutras cidades-estado era um empreendimento comunitário, financiado e apreciado pelo cidadão, funcionando como um instrumento de educação visual e patriótica que reforçava os laços de pertença à pólis.
Além das artes visuais, este volume dedica uma parte substancial à poesia e à evolução do teatro. Burckhardt examina como a epopeia homérica forneceu a base narrativa e ética da cultura grega, e como a lírica permitiu a emergência da voz individual dentro da tradição. No entanto, é no teatro — na tragédia e na comédia — que o autor identifica o ponto culminante da literatura grega como crítica social e reflexão metafísica. Ele descreve o teatro como um tribunal da alma humana, onde os grandes dilemas sobre o destino, a justiça e o poder eram encenados diante de toda a cidade, forçando o público a confrontar as contradições da existência.
A análise de Burckhardt é permeada pela ideia de que a criatividade grega era inseparável do seu contexto agonístico; os concursos de poesia e as competições dramáticas eram extensões daquela luta pela primazia que definia o homem grego. O historiador conclui que a arte e a literatura gregas não eram ornamentos supérfluos, mas os órgãos vitais através dos quais a cultura helénica processava a sua realidade e aspirava à eternidade. Este volume revela que, ao esculpir o mármore ou ao escrever um verso, o grego estava, na verdade, a definir o que significa ser humano num universo governado por leis tanto físicas quanto espirituais.
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