| Edição: 1ª |
| Publicação: 7 de agosto de 2025 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 936 |
| Peso: 1.36 Kg |
| Dimensões: 16 x 5.3 x 23 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8594090765 |
| ISBN-13: 9788594090768 |
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Neste volume inaugural de sua monumental série, Will Durant empreende uma jornada erudita e humanista pelas raízes da organização social, buscando as fontes da sabedoria, da lei e da arte que precederam e alimentaram a cultura ocidental. O autor afasta-se da visão eurocêntrica predominante em sua época para reconhecer que o “progresso” não foi uma invenção grega, mas um processo acumulativo iniciado nos vales do Nilo, do Tigre e do Eufrates. Durant inicia sua análise definindo os elementos constitutivos da civilização, provisão econômica, organização política, tradições morais e a busca pelo conhecimento, demonstrando como cada uma dessas estruturas emergiu da necessidade de ordem contra o caos primitivo.
A narrativa percorre o Egito faraônico, com sua imortalidade arquitetônica e burocracia divina; a Mesopotâmia, onde a escrita cuneiforme e o Código de Hammurabi lançaram as bases da justiça e do comércio; e a Judeia, cujo monoteísmo ético moldou a consciência moral do Ocidente. Durant utiliza uma prosa que combina o rigor historiográfico com uma sensibilidade quase poética, tratando os personagens históricos não como nomes em um catálogo, mas como figuras vivas que enfrentaram os mesmos dilemas de poder, amor e fé que nos afligem hoje. Ele destaca que a civilização é uma herança precária, um tecido de hábitos e artes que precisa ser aprendido e transmitido por cada geração para não se perder na barbárie.
A segunda metade da obra dedica-se às civilizações da Índia e da China, onde Durant mergulha na metafísica e na ética social com profundidade impar. Ele explora a complexidade do sistema de castas indiano e a busca pelo nirvana, contrastando a espiritualidade introspectiva do hinduísmo e do budismo com o pragmatismo social chinês. Na China, o autor foca nas figuras de Confúcio e Lao-Tsé, examinando como a busca pela harmonia e pelo “Caminho” (Tao) estruturou a sociedade mais duradoura da história. Para Durant, a Ásia não é apenas um local geográfico, mas um laboratório de sistemas de pensamento que priorizaram a estabilidade e a profundidade interior em detrimento da expansão material acelerada.
Ao encerrar este volume, Durant deixa claro que a herança oriental não é uma curiosidade do passado, mas o alicerce sobre o qual a Grécia e Roma construiriam seus edifícios. A obra funciona como uma lição de humildade histórica, lembrando ao leitor que, enquanto a Europa ainda vivia em estados tribais, o Oriente já possuía cidades planejadas, observatórios astronômicos e complexos sistemas poéticos. Nossa herança oriental é, em última análise, um convite para compreendermos a humanidade como uma unidade contínua, onde cada povo contribuiu com uma nota essencial para a sinfonia da civilização.
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