Memórias póstumas de Brás Cubas - de Assis, Machado

Edição:
Publicação: 01 de maio de 2019
Idioma: Português
Páginas: 192
Peso: 0.29 kg
Dimensões: 15.24 x 1.14 x 22.86 cm
Formato: Brochura / Capa comum
ISBN-10: 8594318618
ISBN-13: 9788594318619

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Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, foi publicado originalmente em 1881. A obra inaugura o realismo no Brasil e rompe com as convenções narrativas do século XIX, ao apresentar um narrador morto que escreve suas memórias “do além”.

📖 Resumo

Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, o protagonista — já falecido — decide narrar sua vida sem as amarras da moral, da vaidade ou da convenção social. Brás Cubas é um aristocrata carioca, ocioso e egocêntrico, que revisita suas experiências amorosas, políticas e familiares com ironia e distanciamento. Ao escrever “com a pena da galhofa e a tinta da melancolia”, ele revela não apenas os episódios de sua vida, mas também os vícios e hipocrisias da sociedade brasileira do século XIX.

A narrativa é fragmentada, composta por capítulos curtos e digressivos, que misturam filosofia, sarcasmo e crítica social. Entre os personagens marcantes está Virgília, seu amor impossível; Quincas Borba, amigo filósofo que propõe a teoria do “Humanitismo”; e Eugênia, jovem com deficiência física que representa o desejo frustrado. Brás Cubas não busca redenção nem glória — seu relato é uma espécie de anti autobiografia, onde o fracasso é tratado com humor e o sucesso é desmascarado como ilusão.

Machado de Assis rompe com o romantismo e inaugura uma literatura introspectiva, ambígua e profundamente crítica. O narrador não confiável, a quebra da linearidade e o tom filosófico fazem da obra um marco da modernidade literária. Memórias Póstumas não é apenas a história de um homem — é o retrato de uma elite decadente, de um país em formação e de uma escrita que ousa rir da própria morte.

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