| Edição: 3ª |
| Publicação: 19 de novembro de 2019 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 112 |
| Peso: 0.186 kg |
| Dimensões: 15.6 x 0.69 x 23.39 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8594318871 |
| ISBN-13: 9788594318879 |
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Comprar Livro"Pauliceia Desvairada" é uma criação literária do escritor brasileiro Mário de Andrade (1893–1945), um dos principais idealizadores e líderes do Modernismo no Brasil.
Publicado em 1922, este livro de poemas foi o marco de lançamento da estética modernista no país, coincidindo com a Semana de Arte Moderna daquele ano, e é considerado um dos grandes manifestos poéticos da nova era.
O livro é uma declaração de amor e ódio à cidade de São Paulo, tratada como a musa, o laboratório e a protagonista dos poemas.
O título: o termo "Pauliceia" é o nome poético para São Paulo. "Desvairada" reflete a confusão, o ritmo frenético, a modernidade caótica e o delírio da cidade que crescia e se industrializava rapidamente.
A ruptura: Mário de Andrade rompe com a tradição literária da época (Parnasianismo e Simbolismo), que tratava São Paulo de forma bucólica ou grandiosa. Ele a captura em sua complexidade febril, a mistura de riqueza e pobreza, o antigo e o novo, o barulho e a solidão.
"Pauliceia Desvairada" é um manifesto da estética modernista, que buscava uma língua e uma poesia autenticamente brasileiras.
O verso livre: o livro aboliu a métrica e a rima rígidas, adotando o verso livre, o que permitiu ao poeta expressar o ritmo desordenado e sincopado da metrópole.
A linguagem brasileira: Mário de Andrade incorporou a linguagem coloquial, gírias, expressões populares e a sintaxe brasileira (em contraste com a sintaxe portuguesa erudita). Ele buscava um vocabulário que refletisse a fala do povo.
O humor e a ironia: os poemas são repletos de humor, ironia e sarcasmo, usando a justaposição de imagens dissonantes (o antigo e o industrial) para criar um efeito de choque e estranhamento.
O livro é famoso por seu "Prefácio Interessantíssimo", que é o manifesto teórico da nova poesia brasileira. Nele, Mário de Andrade defende a:
Liberdade Formal (o fim da tirania da métrica).
Valorização da Linguagem Brasileira (em oposição ao purismo português).
Expressão da Sensibilidade Moderna (o choque da velocidade, da máquina e da cidade).