| Edição: Reimpressão |
| Publicação: 5 de dezembro de 2017 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 148 |
| Peso: 0.80 kg |
| Dimensões: 22.8 x 16 x 1.6 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8594930569 |
| ISBN-13: 9788594930569 |
Quer comprar este livro?
Comprar Livro"O leitor como metáfora: O viajante, a torre e a traça" é um ensaio instigante do renomado escritor e bibliófilo argentino Alberto Manguel.
O livro explora as diferentes maneiras pelas quais o ato de ler e o próprio leitor foram representados e percebidos ao longo de quatro milênios de história, focando nas três metáforas centrais:
1. O viajante (O leitor como aventureiro)
Conceito: O livro é visto como um mundo a ser explorado, e a leitura é uma viagem ou peregrinação. O leitor viaja pelas páginas para descobrir e experienciar o mundo (e a vida) por meio do texto.
Por um lado, enfatiza a descoberta, o aprendizado e a expansão da experiência. Mas por outro, pode levar à confusão entre a realidade e a experiência literária, onde a leitura é apenas um substituto para a ação no mundo.
2. A torre (O leitor como eremita)
Conceito: O leitor se retira para um refúgio isolado (a "torre de marfim") para se concentrar e refletir, longe das distrações do mundo. A leitura é um ato de reclusão intelectual profunda.
Neste caso, a experiência gera reflexão intensa, produção intelectual e sabedoria. No entanto, pode levar ao isolamento arrogante ou à alienação da realidade, onde o leitor se torna incapaz de agir no mundo real.
3. A traça (O leitor como devorador)
Conceito: O leitor é aquele que devora os livros. Não necessariamente em busca de sabedoria, mas pela pura matéria do texto (as palavras, as páginas), consumindo-os de forma voraz.
A traça representa a paixão incontrolável pelos livros e a leitura rápida e vasta. Sugere também, como viés, uma leitura sem retenção ou reflexão, onde o ato de "se encher" de palavras (como a traça devora o papel) não resulta em verdadeiro conhecimento ou sabedoria.