O fim do Mundo Antigo e o princípio da Idade Média - Lot, Ferdinand

Edição:
Publicação: 1 de janeiro de 2008
Idioma: Português
Páginas: 544
Peso: 1 Kg
Dimensões: 23.6 x 15.6 x 3.8 cm
Formato: Capa comum
ISBN-10: 9724413640
ISBN-13: 9789724413648

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O fim do Mundo Antigo e o princípio da Idade Média

O livro "O fim do Mundo Antigo e o princípio da Idade Média" (La Fin du Monde Antique et le Début du Moyen Âge), do historiador francês Ferdinand Lot (1866–1952), é uma obra canônica, publicada pela primeira vez em 1927.

O livro é um estudo clássico e detalhado da complexa transição que levou ao colapso do Império Romano do Ocidente e ao nascimento da sociedade medieval.

📉 O declínio progressivo

Ferdinand Lot defende uma tese que enfatiza o longo e lento declínio das instituições romanas, em oposição à ideia de uma queda repentina causada apenas pelas invasões bárbaras. Para ele, o fim da Antiguidade foi um processo de desintegração interna.

Causas internas: Lot argumenta que o Império Romano estava em um estado de exaustão fiscal, econômica e demográfica muito antes de ser dominado pelos povos germânicos.

O êxodo urbano (fuga das cidades) e a ruralização da vida social e econômica enfraqueceram a base tributária e administrativa do Império.

A crise do escravismo e a estagnação tecnológica também contribuíram para a paralisia econômica.

O papel dos bárbaros: As invasões germânicas (séculos IV e V) são vistas por Lot não como a causa primária da queda, mas como o golpe final dado a uma estrutura já seriamente comprometida. Os bárbaros preencheram um vácuo de poder e adotaram ou modificaram as estruturas romanas em desintegração.

A continuidade: Lot reconhece a importância da Igreja Católica como a única instituição que manteve uma forte continuidade cultural e administrativa após a desagregação política, preservando elementos da língua latina e da cultura romana.

📚 Importância

Embora alguns aspectos da tese de Lot (principalmente o foco excessivo na desintegração demográfica) tenham sido revisados pela historiografia posterior (como Henri Pirenne e, mais tarde, Perry Anderson), sua obra é essencial: é um trabalho de síntese monumental que combina história política, social e econômica. Estabeleceu o paradigma do declínio que dominou a historiografia sobre o fim da Antiguidade por décadas.

 

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